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Conversa com Américo Carvalhido e Mariana, Viana do Castelo

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Identificação

Título
Conversa com Américo Carvalhido e Mariana, Viana do Castelo
Data
2024.09.11
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Registo da Observação ou Conversação

Conversa com Américo Carvalhido, diretor do Centro Cultural de Meadela, e com Mariana, profissional do Centro Cultural. Agradecemos a vossa colaboração e amabilidade em conversar connosco e facilitar-nos ajuda para a nossa investigação.

Casa do Povo de Meadela

O senhor Américo refere ao passado das Casas do Povo. Como era característico desta instituição, as Casas do Povo apoiavam as pessoas do meio rural. Por exemplo, refere que as sementes eram disponibilizadas aos agricultores que solicitavam essa ajuda. Eram também centros culturais, de lazer e de saúde. A Casa do Povo de Meadela também tinha posto médico.

Depois do 25 de abril, normalmente o que aconteceu com os edifícios das Casas do Povo foi que ficaram abandonados e as Câmaras pediram para os utilizar. Após o 25 de abril, algumas Casas do Povo voltaram a ter atividades, mas já como uma iniciativa da própria população, ou seja, da direção da Casa do Povo, que promoveu essas atividades.

Segundo os testemunhos de Américo e Mariana, a Casa do Povo de Meadela tem muita atividade e é um lugar bastante frequentado. Mariana diz que há um grande salão onde se realizam festas, encontros, danças, bailes e diversas atividades, como por exemplo as festas das crianças. Tem um infantário.

Durante a pandemia, a Câmara propôs vacinar na Casa do Povo. Como presidente da Casa do Povo, pediu que -em troca de ceder o espaço para a vacinação- se melhorasse o telhado, que já não era renovado há 50 anos, e o telhado foi arranjado. Comenta que precisa de algumas mudanças. Por exemplo, há muita erva no terreno exterior, ele gostaria de a limpar. Também gostaria de organizar documentos e objetos históricos para arquivar como parte da história.

Outras questões- Centro de saúde de Meadela

Durante a construção do novo edifício do centro de saúde, os médicos foram transferidos para um centro em Viana, e as pessoas de Meadela tiveram de se deslocar até lá para serem atendidas. Depois disso, nem todos os médicos voltaram a Meadela. É importante que os serviços estejam próximos, especialmente para as pessoas mais idosas.

Escola primária de Meadela

A escola foi construída com fundos de uma família abastada, uma senhora benemérita de Brasil, que posteriormente a entregou ao Estado. Foi a primeira escola que Meadela teve. Antes disso, havia uma escola numa casa particular de uma senhora.

Deixou de ser escola depois do 25 de abril. O edifício já estava degradado, por isso não servia mais como escola. Depois disso, até aos dias de hoje, foi utilizado como Junta de Freguesia.

Durante uns dez ou quinze anos, os alunos andaram a estudar numa casa de madeira que foi montada provisoriamente. Mais tarde, foi construída uma nova escola, com muito mais salas de aula e muito mais ampla.

A recolha e incorporação do testemunho oral foi elaborada por Ivonne Herrera Pineda, com base numa conversa informal mantida em setembro de 2024. Agradecemos a disponibilidade de Américo Carvalhido e Mariana para conversar connosco.

Para citar este trabalho:

Ivonne Herrera-Pineda para Arquitectura Aqui (2025) Conversa com Américo Carvalhido e Mariana, Viana do Castelo. Acedido em 12/01/2026, em https://arquitecturaaqui.eu/pt/documentacao/notas-de-observacao-ou-conversacao/50228/conversa-com-americo-carvalhido-e-mariana-viana-do-castelo

Este trabalho foi financiado pelo European Research Council (ERC) – European Union’s Horizon 2020 Research and Innovation Programme (Grant Agreement 949686 – ReARQ.IB) e por fundos nacionais portugueses através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto ArchNeed – The Architecture of Need: Community Facilities in Portugal 1945-1985 (PTDC/ART-DAQ/6510/2020).