Instituto D. Francisco Gomes (Casa dos Rapazes) - Construção de Novas Instalações
Um processo composto por quatro pastas, constituído por uma pasta do projeto de arquitetura composto por peças escritas e desenhadas; duas pastas originais dos Melhoramentos Urbanos da documentos administrativos da obra,
Identificação
Processo inicial n.º 8/241
Processo n.º G-6/2 [GC]
Análise
1963.07.00 - Foi autorizada a compra do terreno onde desde 1944 se encontrava instalada a Instituição de Assistência Social D. Francisco Gomes destinada a apoiar crianças e jovens, do sexo masculino, em risco.
1965.12.00 - Anteprojeto de ampliação das instalações da instituição que, por sérias dificuldades entretanto surgidas, só conseguiu introduzir as necessárias alterações ao documento em 1968, por meio de assistência técnica da Direção de Urbanização de Faro (DUF).
1967.01.30 - Macedo dos Santos, engenheiro e diretor-geral da Direção-Geral dos Serviços de Urbanização (DGSU) informa o seu congénere da Direção-Geral da Assistência (DGA) que para efeitos de comparticipação a entidade que dela pretende beneficiar tem de formalizar devidamente o pedido e fazê-lo acompanhar do projeto de arquitetura em duplicado.
- Abertura do Processo Provisório n.º 8/241 [DGSU].
1967.02.13 - Alfredo Fernandes, engenheiro diretor da Direção dos Serviços de Melhoramentos Urbanos (DSMU), insiste junto do Gabinete do Plano Regional do Algarve (GPRA) para a devolução do exemplar do ante projeto e do parecer respetivo. Resposta dada em abril seguinte indicando que oficiou ao Governo Civil do Distrito de Faro (GCDF) com indicações sobre a implantação do conjunto a construir.
Simultaneamente, Macedo do Santos (EngDirDGSU) dava conta do parecer favorável relativamente às alterações a introduzir relativamente à implantação dos edifícios.
1967.05.11 - Abertura de Processo Definitivo: "Construção das Novas Instalações para o 'Instituto D. Francisco Gomes', em Faro", n.º 235/MU/67.
1967.12.18 - Despacho do subsecretário de Estado das Obras Públicas a autorizar a comparticipação da obra, no valor de 4.000$00 esc., estando a despesa total da obra orçamenta em 50.000$oo esc.. Por Portaria de 28.12.67, publicada no DG n.º 35, II série de 10.02.1968.
1968.07.05 - João Luís Olias Maldonado (engDirDUF), informa a Repartição de Melhoramentos Urbanos (RMU) da DGSU de que não consegue elaborar a informação ao projeto conforme solicitado por aqueles serviços por não ter nos seus arquivo qualquer exemplar do mesmo, que por várias vezes já tentou conseguir junto da entidade comparticipada (EC), mas sem sucesso. A DUF acabaria a informar o anteprojeto por não haver ainda, àquela data, o projeto definitivo.
1968.07.23 - A entidade peticionária está a ultimar o projeto para enviar à DUF para apreciação e informação.
1968.09.10 - Informação n.º 3992 (DUF) ao anteprojeto elaborada por Manuel Marques Pinheiro (AdjTecDUF) que concluí "somos de opinião que o anteprojeto, se não encontra em condições de merecer aprovação e por conseguinte, servir de base à elabora do projeto definitivo." Não aprovado pela DGSU, com base na informação da DUF, "...além das observações formuladas haverá ainda que ter em conta as alterações sugeridas no parecer da Direção-Geral de Assistência, pelo que nos parece que o anteprojeto deverá ser totalmente remodelado", Couvreur e Egea (DSMU) . Macedo dos Santos (DirGerDGSU) determina o envio do processo à 9ª Zona de Urbanização e Arquitetura para "dar uma ajuda à melhoria do projeto, que é urgente visto as obras já terem tido início". Estes serviços que, no momento, se encontram sem disponibilidade para o realizar, levam a que Olias Maldonado (EngDirDUF) solicite então aos serviços centrais a elaboração do projeto para que não se arraste ainda mais o processo.
1969.09.23 - Novo Programa de orientação na elaboração de projeto para as novas instalações para o Instituto, apresentado pela DGA.
1969.11.30 - Projeto de arquitetura da autoria do engenheiro, Mateus Lopes Brito e do agente técnico de engenharia, José Caeiro de Matos Junça.
Segundo a Memória Descritiva, "tendo em linha de conta o Programa apresentado pela Direção-Geral de Assistência, e com aproveitamento do terreno atual, cerca de 10.000 m2, houve que projetar as futuras instalações de acordo com os mesmos, e deixando de parte todo o anterior estudo que se afastava na sua parte funcional, daquilo que agora nos era determinado superiormente."
O Programa proposto visa, tanto quando possível, criar um ambiente familiar para as crianças da instituição. Propõe-se a construção de cinco blocos de residência para 20 crianças/cada, num total de oito blocos que incluem os de serviços, havendo ainda a possibilidade para futuras ampliações em pisos superiores.
Os blocos residenciais (n.º 1, 2, 6, 7 e 8), para além dos dormitórios, serão dotados de sala comum de convívio e de estudo; quarto do educador; instalações sanitárias (privada para o educador e comum para as crianças); e dependências para roupas, artigos de limpeza e arrecadação.
O bloco (n.º 3), destinado a cozinha e refeitórios, será dotado de quatro refeitórios para 20 crianças/cada e zonas de lavabos; cozinha, copa e zona de acesso à copa; despensa do dia; arrecadação; e instalações sanitárias do pessoal de serviço.
O bloco (n.º 4), destinado aos serviços de saúde, será dotado de salas de consulta e tratamentos separadas; zona de enfermarias e de isolamento separadas e com instalações sanitárias privativas; instalações para a enfermeira; espaços de despensa geral, armazém geral e rouparia, todos com acesso pelo exterior.
O bloco (n.º 5), destinados a serviços administrativos, gabinete e residência da encarregada geral, será dotado compartimentos para vestíbulo, gabinetes para a direção, para a encarregada geral e para os técnicos, secretaria, arquivo e habitação com três quartos.
Será ainda construída uma lavandaria na zona norte e mais afastada do movimentos dos jovens e prevê-se a pavimentação das áreas circundantes aos pavilhões e de acessos, cujo o declive será vencido pela construção de escadas, a pessoas e veículos.
Em suma, o projeto das novas instalações define-se em nove fases de trabalhos, orçamentadas no total de 3.417.457$60 esc., no qual não se incluí os projetos de arruamentos, do ginásio, do parque desportivo, e dos arranjos exteriores, por "necessidade imperiosa da sua conclusão, como pelo pouco tempo que dispusemos" privilegiando a construção dos oito pavilhões que entenderam ser "a parte fundamental e necessitada de todo o conjunto".
1969.12.08 - A EP envia à DUF o novo projeto para apreciação e informação com vista à comparticipação da 1ª Fase dos trabalhos previstos.
Para citar este trabalho:
Arquitectura Aqui (2026) Instituto D. Francisco Gomes (Casa dos Rapazes) - Construção de Novas Instalações. Acedido em 10/08/2026, em https://arquitecturaaqui.eu/pt/documentacao/processos/23276/instituto-d-francisco-gomes-casa-dos-rapazes-construcao-de-novas-instalacoes




