Equipamento de
Utilização Coletiva em
Portugal e Espanha 1939-1985

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Salão Paroquial, Penamacor

O edifício do Salão Paroquial de Penamacor foi construído por iniciativa da Fábrica da Igreja de Penamacor enre finaias da década de 1960 e inícios da seguinte, com impulso do padre António Baltazar da Ressureção.

O projeto de arquitetura, delineado em 1967, coube ao arquiteto Manuel Ferrão de Oliveira, que nessa altura também foi contratado para elaborar o projeto do Mercado Municipal de Penamacor. A construção foi iniciada recorrendo a verbas próprias e a donativos dos paroquianos, que também contribuíam com mão de obra e transporte de materiais. Porém, considerando que a maioria da população tinha fracos recursos e se dedicava à agricultura, as verbas não foram suficientes, o que levou à paralização da obra em 1969. Nessa altura, o pároco solicitou uma comparticipação financeira ao Estado, que veio a ser concedida através do Fundo de Desemprego. As obras de conclusão decorreram entre junho de 1971 e novembro de 1972. Nesse período, o arquiteto Ferrão de Oliveira também elaborou o projeto para o mobiliário.

Para além de funções ligadas ao culto religioso católico, como aulas de catequese, também foram realizadas sessões de cinema no edifício, por iniciativa dos jovens penamacorenses, conforme atestam testemunhos locais partilhados em 2024. De facto, o programa previa que o edifício concorresse para a promoção social, religiosa, assistencial e cultural da população de Penamacor, incluindo não só a sede do concelho, mas todas as freguesias.

Em 2001 iniciaram-se obras de recuperação do edifício, prevendo-se a sua reconversão como centro de artes. No entanto, as obras estagnaram por falta de verbas da Câmara Municipal de Penamacor e de outros apoios financeiros para conclusão, mantendo-se nessa situação em 2024.

Se tem alguma memória ou informação relacionada com este registo, por favor envie-nos o seu contributo.

Análise

Data de Conclusão
1972
Análise Conjugada de Forma, Função e Relação com o Contexto

O Salão Paroquial enquadra-se na malha urbana da vila, nas imediações da igreja de S. Tiago. Foi implantado no local de antigas edificações, demolidas para esse fim. Trata-se de um edifício de planta retangular, implantado em terreno desnivelado, num gaveto. Segundo o arquiteto, "sob o aspecto estético procurou-se uma arquitectura de integração no meio, de acentuadas características tradicionais”. O edifício Possui cave e dois pisos, com paredes cegas no piso superior e embasamento em pedra aparelhada.

A memória descritiva de 1967 revela que o partido arquitetónico foi definido pela topografia do terreno. OS serviços foram distribuídos por pisos: no piso térreo fazia-se a entrada, com localização de duas salas que poderiam servir como dormitórios, biblioteca, cozinha, despensa e refeitório; o salão localizava-se no 1.º piso, tendo capacidade para 200 lugares, cujas cadeiras podiam ser armazenadas sob o palco; um nível acima, integrou-se um balcão para comportar mais 103 lugares e a cabine de projeções com gabinete anexo.

Momentos-chave (clique abaixo para mais detalhe)

Atividades

Localização

Comunidade
Localização
Morada
R. Maj. Bastos / Largo Vale da Carapuça 12
Distrito Histórico (PT)
Castelo BrancoDistrito Histórico (PT)
Contexto
UrbanoContexto

Estado e Utilização

Utilização Inicial
Estado
Devoluto TotalEstado da Obra

Materiais e Tecnologias

Estrutura
Betão ArmadoMateriais Construção
Construção
TijoloMateriais Construção
Alvenaria de GranitoMateriais Construção

Documentação

Registos e Leituras

A informação constante desta página é fruto do trabalho de Ana Mehnert Pascoal e Ivonne Herrera, e foi redigida em maio de 2024, com base em fontes documentais e testemunhos locais, a quem muito agradecemos.

Para citar este trabalho:

Ana Mehnert Pascoal e Ivonne Herrera-Pineda para Arquitectura Aqui (2026) Salão Paroquial, Penamacor. Acedido em 16/03/2026, em https://arquitecturaaqui.eu/pt/obras/38537/salao-paroquial-penamacor

Este trabalho foi financiado pelo European Research Council (ERC) – European Union’s Horizon 2020 Research and Innovation Programme (Grant Agreement 949686 – ReARQ.IB) e por fundos nacionais portugueses através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto ArchNeed – The Architecture of Need: Community Facilities in Portugal 1945-1985 (PTDC/ART-DAQ/6510/2020).