Bairro de Santa Marta, Barcelos
O Bairro de Santa Marta foi promovido pela Habitações Económicas - Federação de Caixas de Previdência entre 1958 e 1962, no seguimento de uma exposição do Sindicato Nacional dos Caixeiros do Distrito de Braga sobre o difícil acesso a habitação em Barcelos, que afetava os seus sócios. O projeto dos 21 fogos foi elaborado pelo arquiteto Nuno Teotónio Pereira e tem vindo a merecer atenção disciplinar no campo da arquitetura, destacando-se, aqui, a dissertação Habitações Económicas - Federação das Caixas de Previdência - Bairro de Santa Marta, Barcelos.
O Bairro de Santa Marta foi promovido pela Habitações Económicas - Federação de Caixas de Previdência entre 1958 e 1962, no seguimento de uma exposição do Sindicato Nacional dos Caixeiros do Distrito de Braga ao Ministro das Corporações e Previdência Social, sobre o difícil acesso a habitação em Barcelos que afetava os seus sócios. Por determinação ministerial de 1956, a Federação das Caixas de Previdência - Habitações Económicas (FCP-HE) foi encarregada de estudar a possibilidade de edificar um núcleo de casas económicas no concelho.
O estudo prolongou-se até 1957, tendo a FCP-HE de desenvolver soluções, que então ainda não se encontravam definidas, para a construção de casas para operários, capazes de responder ao problema habitacional em Barcelos, onde o ritmo de nova edificação não vinha a acompanhar o aumento da população, nem os vencimentos dos trabalhadores o aumento das rendas. O projeto foi entregue ao arquiteto Nuno Teotónio Pereira, que em outubro de 1957 se deslocou a Barcelos para recolher os elementos necessários à elaboração do projeto do grupo de casas de renda económica a construir na Rua de Santa Marta.
A obra foi adjudicada a Carlos Rodrigues em junho de 1960, pelo valor de 740.087$30, e terá sido terminada aproximadamente em meados de 1962. Pouco tempo depois da conclusão dos trabalhos, os moradores do novo bairro iniciaram a construção de anexos às suas casas. Em visita ao local, Teotónio Pereira considerou que o aspeto exterior do bairro não era “tão caótico como se poderia temer, pois os anexos construídos (de madeira com cobertura de telha ou fibrocimento) têm quase todos as mesmas dimensões e forma”, sendo a construção de anexos inevitável, por não terem sido previstos pela FCP-HE. No seguimento do relatório do arquiteto, em finais de outubro de 1962, a Federação informou a Câmara Municipal de Barcelos da sua intenção de levar a cabo a edificação de anexos, solicitando à última que não permitisse, no entretanto, a sua construção pelos moradores.
Para mais detalhes, consultar a secção Momentos-chave, abaixo.
Analysis
Key moments (click below for details)
Location
Status & Uses
Forum
Documentation
A informação constante desta página foi redigida por Catarina Ruivo, em janeiro de 2026, com base em diferentes fontes documentais e bibliográficas.
To quote this work:
Catarina Ruivo for Arquitectura Aqui (2026) Bairro de Santa Marta, Barcelos. Accessed on 04/02/2026, in https://arquitecturaaqui.eu/en/buildings-ensembles/61693/bairro-de-santa-marta-barcelos













