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Portugal and Spain 1939-1985

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Construção do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Lamego

Processo de correspondência administrativa relativa ao processo de conceção, financiamento e acompanhamento da obra. Contém desenhos do projeto. Cinco volumes, sendo um de correspondência administrativa e os restantes quatro de projeto. A capa da paste de correspondência indica o número de processo 168/EU/74, a localização no concelho de Lamego, distrito de Viseu, a entidade Associação dos Bombeiros Voluntários, e a designação da obra: “Construção do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Lamego”.

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Identification

Start-End Years
1974-1985
Location Mentioned
Initial Reference
Processo n.º 168/EU/74

Analysis

First Date Recorded in File
1974.04
Last Date Recorded in File
1985.07.29
Architectural Design
Other Disciplines
Gabinete de Apoio Técnico, GAT, de Lamego Projeto Implantação 1977Organization
Construction and Equipment
Intervention / Assessment
Alberto Pessanha Viegas Engenheiro Diretor DGSU/DSE 1974Person
Vasco Lobo Subdiretor DGSU 1975Person
A. Maia Gonçalves Inspetor ISIZN 1975Person
José Fernando Ribeiro de Sousa Arquiteto DGSU/DUV 1976Person
Álvaro Serra Engenheiro DGSU/DSGU 1976Person
Raúl Migueis Santa Clara Arquiteto Chefe DGSU/DSE 1976Person
Eduardo Tudela Laranjeira Adjunto Técnico 1.ª Classe DGSU/DUV 1977Person
Jordão Vieira Dias Engenheiro Chefe DGERU/DSE 1977Person
Domingos Pepulim Salvação Barreto Engenheiro Eletrotécnico DGERU/DSE 1977Person
Jayme Agnello Neuparth Couvreur Engenheiro Técnico DGERU/DSE 1977Person
Carlos Ferreira Pimentel Engenheiro Diretor DGERU/DEV 1978Person
Luís António de Amaral Pinheiro Engenheiro Civil DGERU/DEV 1981Person
Maria Manuela Falcão da Silva Engenheira Química DGERU/GPCC 1983Person
Maria Adelaide de Sousa Jorge Engenheira Civil 2.ª Classe DGERU/GPCC 1983Person
Reading Note

1974.04 - Memória descritiva e justificativa, assinada pelo arquiteto Manuel Guilherme da Silva Rodrigues (Viseu). Explica-se que, “devido ao acentuado desnível existente na Rua Justino Pinto de Oliveira, o edifício compõe-se de 3 pisos”. O primeiro piso tem uma entrada de 5 metros para a parada e parque de viaturas sobresselentes. Situa-se no mesmo piso um museu de viaturas e uma residência, com 3 quartos, sala comum, cozinha e despensa. No segundo piso, encontra-se o parque de viaturas permanente, com acesso pela Rua Bernardo Pinheiro e Aragão, assim como dependências que estão intimamente ligadas a este”: uma camarata com capacidade para 24 homens, uma camarata de graduados, uma arrecadação de material urgente, a central telefónica e a sala de estar do pessoal geral. A entrada principal abre-se para a mesma rua e encontra-se coberta por um alpendre. Ainda no segundo piso, esta dá acesso a uma sala de aulas, secretaria, gabinete do comandante, zona do pessoal feminino, sala de jogos com bar, refeitório e cozinha. No terceiro piso, localiza-se um salão de festas, preparado para funcionar como “ginário, cinema teatro, colóquios, bailes”. Esta zona dispõe de sanitários para o público, camarins, foyer e duas varandas. A estrutura é em betão armado, formada por vigas e pilares. Sob o ponto de vista arquitetónico, procurou-se uma solução que “embora simples, fosse sóbria e equilibrada de modo a adivinhar-se as funções a que se destina o imóvel em questão”.

1974.05.27 - O vice-presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lamego (AHBVL), Luís José Pinheiro de Oliveira, solicita ao Ministro do Equipamento Social e Ambiente (MESA) uma comparticipação para a construção de um Quartel, para o qual já possui terreno, e cujo orçamento se estima em 7.000.000$00.

1974.06.24 - O engenheiro diretor dos Serviços de Equipamento da Direção-Geral dos Serviços de Urbanização (DGSU/DSE), A. Pessanha Viegas, informa o engenheiro diretor de Urbanização de Viseu (DGSU/DUV) de que foi aberto o processo definitivo com o número 168/MU/74 e o título: “Construção do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Lamego”.

1975.04.04 - Ofício do presidente da direção da AHBVL, Luís José Pinheiro de Oliveira, endereçado ao MESA. Refere-se a absoluta necessidade da obra, já que o atual quartel “não comporta já o material e viaturas de que atualmente dispõe” e solicita-se informação sobre a situação da apreciação do anteprojeto e subsequente comparticipação.

1975.08.01 - O subdiretor da DGSU, Vasco Lobo, informa o MESA de que, por despacho de 1975.05.16, o Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo (SEHA) determinou a anotação da obra para inclusão em plano futuro.

1975.12.16 - O inspetor A. Maia Gonçalves, da Inspeção do Serviço de Incêndios da Zona Norte (ISIZN) informa a DGSU de que o projeto satisfaz todas as disposições da circular do Conselho Nacional dos Serviços de Incêndios (CNSI).

1976.02.11 - Informação do arquiteto José Fernando Ribeiro de Sousa, da DUV. Indica-se que, no anteprojeto apresentado pela AHBVL, o edifício se situa num local ligeiramente diferente da proposta do Plano de Pormenor da zona de Fafel, aprovado por despacho do Ministro das Obras Públicas (MOP) de 1964.04.16, ocupando parcialmente o terreno previsto para a Escola Técnica. No entanto, a escola deve já ser implantada noutro local, “dada a construção dos blocos habitacionais levados a cabo pelo Fundo de Fomento da Habitação, no local”. Não se considera inconveniente a alteração da localização.

1976.02.11 - Apreciação favorável do anteprojeto, pelo arquiteto José Fernando Ribeiro de Sousa, da DUV.

Começa por se referir a pendente acentuada para sul do terreno destinado à construção do quartel, à qual o projeto se adapta através da instalação de dependências de menor movimento - oficina, parque de viaturas fora do ativo, museu - num espaço de cave.

Considera-se o projeto aceitável dos pontos de vista funcional e estético.

1976.06.02 - Informação da Comissão de Fiscalização da Direção dos Serviços de Gestão Urbanística (DGSU/DSGU), assinada pelo engenheiro Álvaro Serra, na qual se refere que a localização proposta para o edifício tem parecer favorável da Direção-Geral das Construções Escolares (DGCE) para além da DUV.

1976.07.29 - Apreciação do anteprojeto pelo arquiteto chefe da Direção dos Serviços de Equipamento (DGSU/DSE), Raúl Migueis Santa Clara. Notam-se algumas deficiências a corrigir na elaboração do projeto definitivo, nomeadamente relativas a condições de ventilação e iluminação, relação entre espaços e distribuição. Considera-se que a solução arquitetónica é aceitável nas suas linhas gerais, mas que os vãos de janelas são excessivos, inadequados e mal representados. Julga-se a estimativa de 7.000.000$00 baixa para a realização da obra.

1976.10 - Memória descritiva e justificativa, assinada pelo arquiteto Manuel G. Rodrigues (Viseu), relativo a retificações realizadas após parecer da DGSU.

1977.05.13 - Memória descritiva da implantação do quartel, elaborada pelo Gabinete de Apoio Técnico do Vale do Douro-Sul (GATVD-S).

1977.06.07 - Proposta de comparticipação, assinada pelo adjunto técnico de 1.ª classe da DUV, Eduardo Tudela Laranjeira. Refere-se que, em 1977.05.17, a AHBVL apresentou o levantamento topográfico do terreno, elaborado pelo Gabinete de Apoio Técnico ao Agrupamento de Concelhos do Vale do Douro - Sul (GATVD-S) e que, em 1977.05.30, apresentou o projeto definitivo da obra. Propõe-se a comparticipação de 287.100$00, correspondente a 90% do orçamento estimado para os trabalhos de terraplanagem e custo do projeto.

1977.09.16 - Auto de medição de trabalho n.º 1.

1977.09.05 - O engenheiro diretor da Direção de Equipamento de Viseu (DEV) remete à DSE da Direção-Geral do Equipamento Regional e Urbano (DGERU) o projeto da obra, entregue pela AHBVL em 1977.06.21.

1977.09.07 - A DEV propõe que seja autorizada à entidade peticionária a execução dos trabalhos por administração direta, “em face da dificuldade em conseguir empreiteiro para obra de tão pequeno custo e dos atrasos que adviriam com uma adjudicação por concurso público”.

1977.11.08 - Apreciação do projeto, assinada por Jordão Vieira Dias, engenheiro chefe, Raúl Migueis Santa Clara, arquiteto chefe, Domingos Salvação Barreto, engenheiro eletrotécnico, e Jayme Couvreur, engenheiro técnico da DSE.

Descreve-se que a solução proposta é composta por um edifício de 3 pisos em forma de L, uma parada e uma casa escola. O primeiro piso é semi-enterrado, com acesso pela parada, e destina-se à instrução de inverno e parque de viaturas com oficina. No extremo do corpo, situa-se a casa do permanente. No segundo piso, situa-se parque de viaturas, camarata, balneários, sanitários, sala de estar, central telefónica, sala de aula, gabinete do comandante, instalações do pessoal feminino, refeitório, bar e sanitários. O terceiro piso é constituído por um salão polivalente.

Considera-se o projeto aceitável nos seus aspetos funcional, arquitetónico e construtivo.

O orçamento estima-se em 14.000.000$00.

1977.11.25 - Proposta de comparticipação de 801.000$00.

1977.12.14 - Auto de medição de trabalho n.º 2.

1977.12.19 - Auto de medição de trabalho n.º 3.

1978.01.03 - Ofício do engenheiro diretor da DUV, Carlos Ferreira Pimentel, endereçado à AHBVL, pelo qual informa que só após a concessão da comparticipação se poderá fixar o valor a atribuir à base de licitação para concurso.

1978.02.23 - A direção da AHBVL contacta o presidente do Conselho Administrativo e Técnico da Liga dos Bombeiros Portugueses (CAT-LBP), em seguimento de contacto pessoal no presidente da direção, solicitando a sua interferência para efeitos de comparticipação da obra.

1978.03.01 - A CAT-LBP oficia o Ministro da Habitação, Urbanismo e Construção (MHUC) sobre a pretenção da AHBVL.

1978.05.23 - Proposta de comparticipação, assinada pelo adjunto técnico da DUV, Eduardo Tuela Laranjeira, referente a um reforço de 11.511.000$00 que, “com as verbas já concedidas, completa os 90% do orçamento” de 13.998.780$00, alterado devido ao aumento dos honorários do projeto e à revisão das medições.

1978.10.10 - A Direção de Equipamento de Viseu, da Direção-Geral do Equipamento Regional e Urbanos (DGERU/DEV) informa a AHBVL de que foram aprovados o caderno de encargos e programa de concurso.

1978.10.25 - Informação da DEV. Refere-se que a obra recebeu a comparticipação de 12.719.780$00, correspondente a 90% do orçamento aprovado. A entidade comparticipada abriu concurso público com base de licitação de 12.372.960$00, tendo recebido duas propostas de valor superior. O projeto é de 1977.04, pelo que se julga justificada uma desatualização do orçamento. Propõe-se a adjudicação ao empreiteiro José Ermida Lopes & Irmão Ldª pela importância de 14.128.233$00.

1978.12.13 - Relatório de visita de fiscalização, realizada pelo agente técnico Tudela Laranjeira. Verificou-se que os trabalhos decorrem a bom ritmo.

1978.12.19 - Auto de medição de trabalho n.º 4, importando em 2.171.000$00, podendo ser paga a importância de 1.953.900$00.

1979.01.24 - Relatório de visita de fiscalização, na qual se verificou que “os trabalhos estavam em franca atividade, com a construção do muro de suporte e com a betonagem de vigas e pilares”.

1979.02.05 - O responsável pela DEV, Carlos Ferreira Pimentel, remete a escritura do contrato da empreitada ao DGERU. A escritura, entre a AHBVL e António José Mesquita Ermida (José Ermida Lopes & Irmão, Ldº), data de 1979.01.25.

1979.04.06 - Auto de medição de trabalho n.º 5, importando em 1.958.889$00, podendo ser paga a importância de 1.763.000$00.

1979.04.27 - Ofício do DGERU, Alberto Pessanha Viegas, endereçado ao diretor-geral do Gabinete de Apoio às Autarquias Locais (DGGAAL). Informa-se que a obra foi comparticipada com 12.599.000$00 em 1978.09.20 e adjudicada em 1978.12.29.

1979.06.20 - Auto de medição de trabalho n.º 6, importando em 151.113$15, podendo ser paga a importância de 136.000$00.

1979.06.26 - Informação do adjunto técnico da DEV, Eduardo Tudela Laranjeira. Refere-se que, “com o prolongado inverno, os trabalhos que se processavam a descoberto (…) estiveram paralisados”, tendo sido recomeçados logo que o tempo o permitiu. Consideram-se os trabalhos adiantandos, “com estrutura armada (quase totalmente concluída), com paredes (exteriores e divisórias interiores), com eletrificação, com cobertura, etc.”. No Plano de Compromissos - Entidades Particulares, a DEV, em face da escassez de verbas, indicou 3.000.000$00, “com a esperança de que pudesse vir a ser reforçada num possível e próximo Ajustamento”. No entanto, a verba indicada foi reduzida para 1.899.000$00 para 1979. Considera-se necessário um reforço ao escalão em Plano, no máximo possível até 3.000.000$00.

A informação merece a concordância do responsável pela DEV, que indica que, sem reforço, “o empreiteiro, que não tem disponibilidade económica, ver-se-á obrigado a parar a obra”.

1979.07.16 - A DEV informa a AHBVL de que o auto de medição n.º 6 não teve seguimento por não ter cabimento no saldo disponível.

1979.08.11 - A AHBVL informa a DEV de que a obra continua em andamento, mas que se tem conhecimento de que o empreiteiro iniciou outras grandes obras, para a qual poderão ser desviados trabalhadores, paralisando os trabalhos de construção do Quartel. Informa-se ainda que a AHBVL não tem verbas para adiantar ao empreiteiro.

1979.08.14 - Ofício da DEV à DGERU. Refere-se faltar conceder um reforço de 8.972.329$60, previsto no Plano de Compromissos para 1980. Considera-se de antecipar ou conceder por imprevistos cerca de 4.000.000$00 da verba prevista para esse ano.

1979.08.20 - Auto de medição de trabalho n.º 7, importando em 2.473.000$00, podendo ser paga a importância de 2.227.500$00.

1979.11.14 - Auto de medição de trabalho n.º 8, importando em 858.340$00, podendo ser paga a importância de 772.500$00.

1980.04.01 - Informação da DEV. Refere-se que o reforço de até 3.000.000$00 foi autorizado por despacho ministerial de 1979.08.11. Desde novembro do ano anterior, os trabalhos têm estado inativos. Considera-se de conceder um novo reforço, por conta do escalão previsto para 1980, até 2.000.000$00.

1980.04.09 - Auto de medição de trabalho n.º 9, importando em 1.937.458$00, podendo ser paga a importância de 1.797.644$00.

1980.10.01 - Auto de medição de trabalho n.º 11, podendo ser paga a importância de 70.790$00.

1980.10.02 - Auto de medição de trabalho n.º 12, importando em 476.850$00, podendo ser paga a importância de 429.202$00.

1980.10.10 - Ofício da DEV, endereçado à DGSU, pelo qual se solicita um reforço de comparticipação de 3.000.000$00 para 1980.

1980.10.13 - Aditamento ao ofício anterior, pelo qual se informa que o “empreiteiro tem ameaçado paralisar a obra por falta de pagamento”.

1980.11.04 - Auto de medição de trabalho n.º 13, importando em 3.262.222$00, podendo ser paga a importância de 2.936.000$00.

1981.05.07 - Informação assinada pelo engenheiro civil Luís António de Amaral Pinheiro, da DEV. Informa-se que a DEV processou os seguintes trabalhos: executados por administração direta - 319.000$00; proposta do empreiteiro - 14.031.458$00 de 14.128.233$10. Refere-se ser necessário prever valores relativos a revisão de preços e a importância de 96.77460, excluída, por lapso, da proposta do empreiteiro.

1981.06.04 - Orçamento de trabalhos a mais e de natureza imprevista no valor de 1.174.810$00, assinado pelo engenheiro civil da DEV, Luís António de Amaral Pinheiro, enviado junto com informação assinada pelo mesmo técnico. Informa-se que a obra se encontra em fase final de construção. Indica-se que os trabalhos constantes do orçamento anexo dizem respeito a erros de medição, a alterações na torre de treinos e à decisão, por parte da AHBVL, de encerrar a varanda contígua ao salão de festas com caixilharia de alumínio. O valor das importâncias em falta corresponde a uma comparticipação de 1.114.426$00, na base de 90%.

1981.09.29 - Ofício da AHBVL, endereçado à DGERU, pelo qual se informam das razões pelas quais a AH decidiu não aplicar multas ao adjudicatário da obra. Refere-se que a direção anterior se demitiu há menos de um ano, considerando-se que o atraso dos trabalhos se devia ao não entendimento entre essa direção e o empreiteiro. Após tomada de posse, a nova direção verificou que o empreiteiro se encontrava em péssimas condições económicas, “em parte devido aos prejuízos ocasionados pela obra em questão”. Indica-se que “somos uma Associação humanitária e como tal não será através de nós que alguém mesmo com culpas fique em situações económica ou outras não desejáveis”.

1983.05.25 - Informação da engenheira química Maria Manuela Falcão da Silva, do Gabinete de Planeamento, Controlo e Coordenação (DGERU/GPCC). Refere-se que, em 1981, a proposta de comparticipação da DEV não teve andamento por esta não ter apresentado informação detalhada sobre a conta final e cálculo da revisão de preços. Os elementos, finalmente enviados pela DEV, não dão cumprimento integral ao solicitado, resumindo-se à relação de trabalhos ainda por executar. Julga-se a revisão de preços, no valor de 1.070.302$00 apresentada de aceitar provisoriamente.

1983.06.21 - Ofício da AHBVL, endereçado ao Governador Civil de Viseu. Informa-se que a direção deliberou, em 1983.05.19, rescindir o contrato com a firma José Ermida Lopes & Irmão, Ldª. Requer-se posse administrativa da obra.

1983.07.04 - Auto de posse administrativa.

1983.11.30 - Informação assinada pela engenheira civil de 2.ª classe, Maria Adelaide de Sousa Jorge, do GPCC, pela qual se propõe a aprovação do valor orçamental de 17.400.000$00 e a autorização da verba de 1.747.000$00, estando 1.337.000$00 previstos no Plano para 1983 e sendo 410.000$00 agora propostos para 1984.

1983.12.20 - Auto de medição de trabalho n.º 14, relativo a trabalhos a mais, importando 866.421$00, podendo ser paga a importância de 760.000$00.

1984.06.19 - Alberto Pessanha Viegas, diretor da DGERU, questiona a DEV sobre a posição da obra. Pergunta-se se a AHBVL já iniciou os trabalhos não executados pelo adjudicatário ou se a comparticipação prevista para a conclusão da obra pode ser libertada.

1984.10.24 - Resposta negativa da DEV. Informa-se que a AHBVL irá apresentar um mapa de trabalhos e orçamento atualizado para pôr a concurso os trabalhos em falta.

1985.02.06 - Novo ofício da DEV, no qual refere que se aguarda despacho nos Serviços Centrais para aprovação de um novo orçamento, para a conclusão dos trabalhos.

1985.07.29 - Informação do GPCC. Refere-se que ficaram por executar trabalhos orçados em 3111.800$00, assim como outros que a AHBVL pretende executar, relativos à recuperação do parque de viaturas. O orçamento para a obra foi elaborado pelo Gabinete de Apoio Técnico do Vale do Douro-Sul (GATVD-S) e eleva-se a 1.283.460$00. Propõe-se a autorização dos trabalhos de construção civil por executar, orçados em 846.070$00, a revisão do projeto de trabalhos complementares de eletricidade, a autorização de regime de administração direta, a aprovação do orçamento de 17.610.000$00, a autorização da verba de 246.000$00.

To quote this work:

Catarina Ruivo for Arquitectura Aqui (2025) Construção do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Lamego. Accessed on 05/08/2026, in https://arquitecturaaqui.eu/en/documentation/files/64354/construcao-do-quartel-dos-bombeiros-voluntarios-de-lamego

This work has received funding from the European Research Council (ERC) under the European Union’s Horizon 2020 Research and Innovation Programme (Grant Agreement No. 949686 - ReARQ.IB) and from Portuguese national funds through FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., in the cadre of the research project ArchNeed – The Architecture of Need: Community Facilities in Portugal 1945-1985 (PTDC/ART-DAQ/6510/2020).