Conversa anónima-02, Viana do Castelo
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Conversa com uma comerciante do mercado municipal de Viana. Diz-nos que está no mercado há pouco tempo, mas a sua mãe conhece muito bem a evolução do mercado porque também esteve nos dois estabelecimentos onde o mercado esteve instalado anteriormente.
Diz que a localização anterior do mercado era melhor do que a atual e que funcionava bem em termos de atração de clientes. Aqui há poucos clientes e cada vez menos. Segundo ela, isto começou a mudar drasticamente com a expansão dos supermercados. Hoje, diz, há supermercados em todas as pequenas aldeias, pelo que as pessoas já não se deslocam à cidade para fazer as suas compras semanais, como acontecia antes. Isto é especialmente notório na clientela idosa, que é a maioria no mercado. Costumavam ir ao mercado, mas agora podem comprar tudo numa grande loja. Para além das grandes superfícies, refere a pioria dos transportes e o aumento dos preços do combustível como elemento dissuasor das pessoas das freguesias vizinhas frequentarem o mercado.
Em comparação com as grandes superfícies, salienta que o atendimento personalizado não é possível de encontrar num grande supermercado. Alerta-nos para o facto de os jovens não entrarem aqui, porque também preferem comprar tudo de uma vez num supermercado.
A recolha e sistematização do testemunho oral foi elaborada por Ivonne Herrera Pineda e Catarina Ruivo, com base numa conversa informal mantida setembro de 2024 com uma moradora de Viana de Castelo. Agradecemos sinceramente a disponibilidade desta moradora para conversar connosco.
Para citar este trabajo:
Ivonne Herrera-Pineda e Catarina Ruivo para Arquitectura Aqui (2025) Conversa anónima-02, Viana do Castelo. Accedido en 12/01/2026, en https://arquitecturaaqui.eu/es/documentacion/notas-de-observacion-o-conversacion/50232/conversa-anonima-02-viana-do-castelo




