Collective-Use Facilities in
Portugal and Spain 1939-1985

Search for

Object

Agents

Activities

Documentation

Moita

O concelho da Moita – historicamente conhecido como Moita do Ribatejo – localiza-se na Península de Setúbal, na margem sul do Estuário do Tejo, estando a maior parte do território em contacto com a frente ribeirinha. Ocupa 55,26 km2, tratando-se de um dos 50 menores concelhos do país. É marcado por contrastes entre áreas urbanas e rurais, de relevo suave, incluindo três zonas naturais: zonas húmidas ribeirinhas, zonas húmidas dos vales interiores e zonas de encosta e planalto.

O município é constituído administrativamente pelas freguesias de Alhos Vedros, União das Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, União das Freguesias de Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos, e Moita. Em 2024, o concelho contava com 70.399 habitantes (dados PORDATA), com mais de metade em idade ativa, registando-se um aumento populacional gradual desde 2021, que se situa acima da média nacional, após alguma estagnação desde 2001. No século XX, o crescimento demográfico foi expressivo a partir da década de 1940, relacionando-se com o incremento industrial na região e o desenvolvimento das linhas férreas, que permitiu a afluência de pessoas de zonas do interior do país, nomeadamente Alentejo, Algarve e Beiras. Nas décadas de 1970 e 1980, registou-se um aumento populacional devido à vinda de população das antigas colónias africanas, que se fixou sobretudo na zona do Vale da Amoreira, despoletando a necessidade de construção de habitação materializada, por exemplo, no Bairro do Fundo de Fomento e no Bairro das Descobertas. Em 2022, segundo dados do INE, as atividades económicas preponderantes correspondiam ao setor terciário, com menor relevância do setor secundário: as atividades mais expressivas correspondiam ao comércio a retalho, a atividades de transformação da pesca e aquicultura e à construção. As indústrias relevantes no século XX, ligadas à cortiça e aos têxteis, perderam expressão, tal como a apanha da ostra. O ganho médio mensal situa-se abaixo do valor médio a nível nacional, correspondendo a 1.256,8€ em 2024 (dados PORDATA), constituindo um dos quatro concelhos do distrito de Setúbal com menor rendimento médio.

Em termos de edifícios de utilização coletiva, assinala-se a preponderância de equipamentos escolares construídos ao longo do século XX que se mantém em uso, como a Escola Básica n.º 1 da Baixa da Banheira ou a Escola Básica e Secundária José Afonso em Alhos Vedros. O investimento na assistência à infância verificado nos anos 70 concretizou-se, por exemplo, na construção das creches O Charlot e O Varino. Por outro lado, a Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros assumiu um papel relevante na assistência aos idosos, como se constata no edifício do Lar Pedro Rodrigues da Costa.

O crescimento populacional nas várias freguesias foi ditando a necessidade de equipamentos como lavadouros comunitários, sanitários públicos e mercados municipais, que têm vindo a ser reutilizados nos últimos anos, como no caso do Mercado de Alhos Vedros e do Mercado da Zona Sul da Baixa da Banheira. Outros, como o antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários da Moita, encontram-se devolutos e aguardam novas funções. O aumento demográfico nos anos 60 e 70 justificou, igualmente, a construção de habitação, como o Bairro da Caixa, o Bairro de São Sebastião e o Bairro da Quinta da Fonte da Prata.

Apesar da relevância da tauromaquia em termos culturais, destacam-se diversas coletividades culturais e desportivas com presença significativa na vida comunitária, como a Sociedade Filarmónica Estrela Moitense, a Sociedade Filarmónica Recreio e União Alhosvedrense, a Sociedade Filarmónica Capricho Moitense e o Ginásio Atlético Clube.

If you have any recollection or information related to this record, please send us your contribution.

Community facilities

Works 59

Location

Former Distrito (PT)
SetúbalFormer Distrito (PT)

Documentation

Records & Readings 9

Resources

Image

A informação constante desta página foi redigida por Ana Mehnert Pascoal em 2026, a partir de fontes documentais e bibliográficas.

O estudo desta comunidade beneficiou do importante e generoso contributo de Paula Panóias, Maria Soledade Faquinha e Carlos Belindro, bem como das funcionárias do Arquivo Municipal da Moita (principalmente Anabela Freire), a quem muito agradecemos.

To quote this work:

Ana Mehnert Pascoal for Arquitectura Aqui (2026) Moita. Accessed on 16/03/2026, in https://arquitecturaaqui.eu/en/communities/65156/moita

This work has received funding from the European Research Council (ERC) under the European Union’s Horizon 2020 Research and Innovation Programme (Grant Agreement No. 949686 - ReARQ.IB) and from Portuguese national funds through FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., in the cadre of the research project ArchNeed – The Architecture of Need: Community Facilities in Portugal 1945-1985 (PTDC/ART-DAQ/6510/2020).