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Uso Colectivo en
Portugal y España 1939-1985

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Tribunal Judicial, Soure

Perante a exiguidade de espaço nas instalações ocupadas pelo Tribunal de Soure no piso térreo do edifício dos Paços do Concelho, a Câmara Municipal de Soure solicitou, em 1961, apoio financeiro ao Ministério da Justiça para realizar ampliações no edifício com vista a colmatar esse problema, agravado pelo mau estado das instalações. Desejava-se que todas as repartições dos serviços de justiça da localidade, então dispersos, fossem concentrados no edifício.

Incumbiu-se o arquiteto Luís Amoroso Lopes de estudar o assunto, que considerou difícil atender ao programa apresentado através do aproveitamento do existente, pois obrigaria a avultadas demolições e a uma dispendiosa construção nova, cujas fachadas simples e distintas do estilo neomanuelino do edifício foram vistas como um entrave. Tal levou o presidente da Câmara Municipal de Soure a solicitar ao Ministro da Justiça que se ponderasse a construção de um novo Palácio da Justiça noutra parte da vila, vindo a completar o conjunto de edifícios dedicados à justiça, nomeadamente a Cadeia Comarcã e a Casa dos Magistrados. Não obstante, o Diretor-Geral da Justiça e o Ministro da Justiça consideraram que o tribunal devia ser mantido nas instalações que ocupava.

Seguiu-se a apresentação de um projeto de remodelação assinado por Amoroso Lopes, em 1963. A avaliação da Comissão de Revisão da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) e do Conselho Superior de Obras Públicas (CSOP) julgou que o estudo carecia de revisão, sendo mais adequada a construção de um novo edifício, noutra localização, por forma a responder eficazmente ao programa funcional. Assim, o arquiteto elaborou o estudo para a construção de um novo Palácio da Justiça em Soure, que veio a ser considerado digno de aprovação pelos dois organismos. A Câmara Municipal tratou da expropriação de terrenos para a implantação em 1966, após a aprovação do projeto. A obra foi comparticipada pelo Ministério da Justiça, tendo o edifício sido inaugurado em 1972. Segundo António Manuel Nunes, a construção contou com mão-de-obra prisional.

Volvidos poucos anos, verificou-se a necessidade de executar algumas obras de reparação devido à “deficiente especialização dos obreiros encarregados de determinadas tarefas durante a construção”, planeadas pelo Gabinete de Apoio Técnico (GAT) da Figueira da Foz. Também há registo de realização de obras de reparação no início dos anos 90.

 

Para mais detalhes, consultar a secção Momentos-chave abaixo.

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Análisis

Fecha de Conclusión
1972
Importancia, Particularidades, Similaridades, Posición Relativa (Geografía y Cronologia)

Para além da importância deste equipamento no desenvolvimento urbano de Soure, assinala-se que se trata de um dos tribunais desenhados pelo arquiteto Luís Amoroso Lopes, aplicando, segundo o próprio, uma solução idêntica de incorporação de um pátio central conforme ao caso de Coimbra, onde esteve envolvido no projeto de restauro e remodelação. Os painéis escultóricos colocados na fachada, assinados pelo escultor Joaquim Correia, são similares ao que existe no Tribunal de Santa Comba Dão, também da autoria de Amoroso Lopes.

Análisis Compuesta de Forma, Función y Relación con el Contexto

O edifício do tribunal foi implantado numa zona relativamente central de Soure, na proximidade de vias públicas então em desenvolvimento. Localiza-se nas imediações do Mercado Municipal, numa zona elevada em relação ao arruamento do mercado.

O arquiteto procurou impor “uma certa dignidade arquitectónica”, como menciona na memória descritiva do anteprojeto, por forma a corresponder ao prestígio atribuído às funções judiciais. O edifício desenvolve-se em dois pisos, com distribuição das dependências em torno de um pátio central ajardinado, observável do exterior a partir da transparência aplicada à fachada principal. Esta destaca-se das restantes também pelo emprego de painéis escultóricos representando momentos da história de Soure.

Momentos-clave (clique abajo para más detalle)

Actividades

Ubicación

Comunidad
Ubicación
Portugal ˃ Centro ˃ Coimbra ˃ Soure ˃ SoureLugar
Morada
R. São João de Deus
Distrito Histórico (PT)
Portugal ˃ Centro ˃ Coimbra ˃ Soure ˃ SoureLugar
Contexto
UrbanoContexto

Estado y Utilización

Uso Inicial
Organización ˃ Justicia ˃ TribunalTipología Funcional
Estado
ConstruidoEstado del Edifício o Conjunto

Materiales y Tecnologías

Construción
Hormigón ArmadoMateriales Construción
Albañilería de LadrilloMateriales Construción
Mampostería de PiedraMateriales Construción

Fórum

Documentación

Registros y Lecturas

A informação constante desta página foi redigida por Ana Mehnert Pascoal, em março de 2025, com base em diferentes fontes documentais e bibliográficas.

Se tem alguma memória ou informação relacionados com esta obra, por favor envie-nos o seu contributo.  

Para citar este trabajo:

Ana Mehnert Pascoal para Arquitectura Aqui (2026) Tribunal Judicial, Soure. Accedido en 26/04/2026, en https://arquitecturaaqui.eu/es/edificios-y-conjuntos/57198/tribunal-judicial-soure

Este trabajo ha sido financiado por European Research Council (ERC) – European Union’s Horizon 2020 Research and Innovation Programme (Grant Agreement 949686 – ReARQ.IB) y por fondos nacionales portugueses por intermedio de FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., en el contexto del proyecto ArchNeed – The Architecture of Need: Community Facilities in Portugal 1945-1985 (PTDC/ART-DAQ/6510/2020).